Municípios

 

 
O extremo do Brasil

Sigla: AP
Código de Área: 96
Capital do Estado: Macapá
Área: 143.453 km2, o que corresponde a 3,92% da Região Norte e 1,65% do território nacional
Localização: Hemisfério Norte do Brasil, ao NE da Amazônia, no extremo Norte do País
Limites:
Ao Noroeste: Guiana Francesa e o Suriname
Ao Nordeste: Oceano Atlântico
Ao Sudeste: Ilhas Estuarinas
Ao Sudeste: Rio Amazonas a sudeste
Ao Sudoeste: Estado do Pará
Número de municípios: 16. São eles: Amapá, Calçone,
Cutis, Ferreira Gomes, Itaubal, Laranjal do Jarí, Macapá, Mazagão, Oiapoque, Pedra Branca do Amaparí, Porto Grande, Pracuúba, Santana, Serra do Navio, Tartarugalzinho e Vitória do Jarí.
População: 475.843 ha (Censo/2000), sendo 423.581 ha na área urbana

Aspectos Geográficos:
- Clima: Em todo o Estado predomina o clima equatorial super-úmido. A máxima é de 36º e a mínima de 20º. Durante o ano, duas estações são definidas: o inverno e o verão. O inverno caracteriza-se pelas forstes descargas fluviais, que vão desde os fins de dezembro até agosto, e o verão, com predominância dos ventos alísios e vai de setembro a dezembro.

- Vegetação: Devido ao seu clima equatorial super-úmido, a vegetação do Estado do Amapá caracteriza-se sob forma de floresta e está divida da seguinte forma: Floresta de Várzea, inundada apenas durante as cheias dos rios; Floresta de Terra Firme, não atingida pela inundação; Campos, que apresentam três aspectos: os campos inundáveis e os campos limpos.

Nas partes baixas de planície litorânea predominam o Mangue ou Manguezal, que se estende por todo o litoral. Os vegetais que se destacam no Estado por sua importância econômica são: acapú, ucuúba, cedro, pau mulato, macacaúba, maçaranduba, jatobá, pracuúba, pau rosa, pau amarelo, castanheira, piquiá, aquariquara, sucupira, entre outros, que são aproveitados na indústria madeireira. Existem também as palmeiras, como açaizeiro, bacabeiras, buritizeiro, tucumanzeiro, ubuçuzeiro e outras.

Nas matas do Amapá também podem ser encontradas plantas medicinas, como a Quina, que produz o quinino, empregada na fabricação de remédios. O amapazeiro, uma árvore que dá leite, utilizado no tratamento de doenças pulmonares.

- Relevo: O relevo do Estado é pouco acidentando e apresenta três unidades morfológicas: Planície litorânea (terrenos baixos) e alagadiços; Planícies aluviais nos baixos e médios cursos dos rios; Planalto cristalino (na porção Norte do Estado), com grandes extensões de colinas e morros, denominadas de cristais montanhosas como: Serra do Tumucumaque, Serra Lombard, Serra Estrela, Serra da Agaminuara ou Uruaitu, Serra do Noucoru, Serra do Navio, Serra das Mungubas, Serra da Pancada, Serra do Iratapuru, Serra do Acapuzal, Serra Culari, Serra Aru, etc.

Aspectos Econômicos:
- Mineração: A atividade mineral no Amapá teve início no século passado, com a descoberta de ouro na região de Calçone, no norte do Estado. Mas foi nos anos de 40/50, com o manganês da Serra do Navio que o setor tomou impulso. O Grupo Caemi assinou um contrato de 50 anos com o Governo do Estado para exploração da área. O término do contrato estava previsto para 2003, mas o manganês terminou antes disso, por volta de 1998.

O Amapá também se destaca na produção do caulim, cromita, ferro-liga e sinter de manganês. A atividade de mineração responde por 12% dos tributos colhidos no Estado e envolve cerca de 15 garimpos na atividade.

- Pesca: A salinidade amena resultante da mistura das águas oceânicas com as do rio Amazonas favorece a formação de cardumes. Os manguezais que impressionam pela extensão, funcionam como criadouros naturais para espécies do litoral. As mais importantes para a pesca artesanal são a dourada, pescada branca, gurijuba, piramutaba, tainha, bagre, uritinga, filhote, mero, cação, pescada amarela e o caranguejo.

No ambiente interno a pesca é exercida na região dos lagos no nordeste do Estado, onde são concentrados o pirarucu, maior peixe da Amazônia, o tucunaré e o tambaqui, espécies muito valorizadas.

O recurso pesqueiro mais valorizado da costa amapaense é o camarão rosa, explorado industrialmente e exportado. O rio Amazonas oferece camarão de água doce, do gênero Macrobrachum, preferido pela população.

- A Área de Livre Comércio de Macapá e Santana foi criada em 1992 e tem como objetivo promover o desenvolvimento do Estado, das regiões de fronteiras e incrementar as relações bilaterais com os paises vizinhos. A Área de Livre Comércio é responsável pela importação de US$ 100 milhões anuais em produtos diversos dos Estados Unidos, França, Panamá, Taiwã, Hong Kong e China. Os produtos chegam com isenção de impostos, o que atrai sacoleiros de várias regiões o País, que aproveitam a cota de US$ 4 mil por pessoa para vender perfumes, aparelhos eletrônicos e quinquilharias importadas em outras praças.

- Sustentabilidade Econômica: O Amapá é um dos Estados mais preservados da Amazônia. Por isso, a política econômica da região é desenvolver sem devastar. Um exemplo disso é a Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru. Com 806 mil hectares, a reserva foi criada pelo Governo do Amapá, em 1997, para proteger a biodiversidade e desenvolver atividades extrativistas tradicionais.

A Lei da Biodiversidade, aprovada em 1998, segue as linhas da Convenção sobre Diversidade Biológica, assinada pelo Brasil em 1992. Ao mesmo tempo em que combate a biopirataria, estabelece as regras para acesso e uso industrial dos recursos naturais do Estado, valorizando o conhecimento acumulado pelas populações locais.

A realização do Zoneamento Ecológico-Econômico na maior parte do Estado, permite identificar com clareza as áreas de potencial para investimentos, aquelas que devem permanecer protegidas e as que dependem de pesquisa para serem exploradas. O potencial de utilização sustentável destes recursos, no futuro, será o resultado da combinação entre sua localização estratégica e a decisão governamental de adotar uma Política voltada para o meio ambiente.