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Atrações Turísticas


Anavilhanas, o maior arquipélago do mundo

Localizado no rio Negro, o arquipélago das Anavilhanas é formado por cerca de 400 ilhas dispostas em forma de corrente abrigando complexos e delicados ecossistemas da Amazônia. A região é protegida pela legislação federal que criou a Estação Ecológica de Anavilhanas com 350 mil hectares.

No período das cheias do rio Negro, entre novembro e abril, metade das ilhas fica submersa enquanto os animais se refugiam nas partes mais altas.

Quando inicia a vazante das águas as ilhas revelam praias e canais que entrecortam toda a região como uma malha distribuída ao longo de aproximadamente 90 quilômetros.

A região de Anavilhanas está situada próxima ao Parque Nacional do Jaú, a maior reserva florestal da América do Sul, com 2.27 milhões de hectares, também banhada pelo rio Negro. Possui fauna e flora riquíssimos e animais ameaçados de extinção como o peixe-boi e a ariranha. A localidade mais próxima é a singela cidade de Novo Airão. O principal acesso é pelo Rio Negro (40 minutos de Novo Airão e 4 horas de Manaus). O percurso é feito de lancha voadeira. O acesso por via terrestre pode ser feito pela estrada Manacapuru-Novo Airão. Por seu um local protegido por lei, a Estação somente atende a pesquisadores e ações de educação ambiental.
Fones: (92) 613-3277 / 613-3095.

Mamirauá, habitat de mamíferos curiosos

A Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (RDSM) foi criada em 1990 como Estação Ecológica pelo Governo do Estado do Amazonas. Em 1996, coincidindo com a conclusão do Plano de Manejo da reserva, ela foi transformada na categoria, então inédita, Reserva de Desenvolvimento Sustentável, também pelo Governo Estadual. A reserva possui mais de 300 espécies de peixes catalogadas, incluindo os ornamentais, como o acará-disco Synphysodon aequifasciatus. No Mamirauá vivem também cerca de 400 espécies de aves e pelo menos 45 espécies de mamíferos. Um dos mais estranhos é o uacari-branco Cacajao calvus, um macaco de quatro quilos, que se alimenta quase exclusivamente de sementes de frutos imaturos. Os uacaris vivem em bandos de até 50 indivíduos e andam muitos quilômetros por dia, à procura de seus alimentos preferidos. Também endêmico em Mamirauá é o macaco-de-cheiro Saimiri vanzolinii, e os lagos abrigam o peixe-boi Trichechus inunguis e o boto vermelho Inia geoffrensis. Algumas das espécies mais importantes das madeiras tropicais ainda se encontram nas áreas protegidas da Reserva Mamirauá. A reserva também possui outros moradores, os humanos. As populações humanas locais ajudam a preservar a reserva, através do envolvimento delas nas atividades de pesquisa, extensão e manejo da unidade. A RDSM é uma das unidades internacionalmente protegidas pela Convenção Ramsar, da IUCN, que agrupa áreas alagadas de interesse mundial. Além disso, foi inicialmente proposta como uma das áreas a integrar uma futura Reserva da Biosfera na Amazônia Brasileira, da UNESCO. Atualmente faz parte de um dos Corredores Ecológicos a serem implantados pelo PP-G/7, Programa de Proteção das Florestas Tropicais Brasileiras.

Parque Nacional do Jaú

Foi criado em 1980. É a maior área protegida do Brasil, com 2.272.000 hectares e perímetro de 540 Km. Localiza-se no estado do Amazonas, na Bacia do Rio Jaú, entre os municípios de Novo Airão e Barcelos. A via de acesso fluvial é através do Rio Negro em barco ou Hidroavião (monomotor durante 1 hora, bimotor 45 minutos e helicóptero 1h:10mm) e a terrestre através da estrada Manacapuru/Novo Airão. A cidade mais próxima da unidade é Novo Airão, que fica a uma distância de 150 Km da capital. Conta com a exuberância da Floresta Amazônica e toda sua biodiversidade de flora e fauna. Turismo de visitação ao rio Carabinani em pequena escala. Fones: (92) 613-3277 / 613-3095.

Pico da Neblina, o ponto culminante do País

Foi criado em 1979. Está localizada no habitat da representação indígena mais expressiva do país, hoje abriga uma pequena população dos Yanomami. Possui uma área de aproximadamente 2.200.000 ha. Está localizado no estado do Amazonas, no município de São Gabriel da Cachoeira. Atualmente, os transportes fluvial e aéreo são as opções para se chegar até o Parque. O acesso fluvial é feito através do igarapé Itamirim e dos rios Cauaburi e Sá. A cidade mais próxima à unidade é São Gabriel da Cachoeira, que fica a 900 Km de distância da capital. O Parque, além de contar com uma extraordinária beleza paisagística do conjunto de montanhas e de sua flora, encontra-se neste, o ponto culminante do nosso país, com 3.014 metros de altitude. A época de menor precipitação é de agosto a dezembro. Fones: (92) 613-3277 / 613-3095.

Lago da Piranha, rota de aves migratórias

Está localizado no município de Manacapuru. Faz parte do Corredor da Amazônia Central. A RDS do Lago da Piranha caracteriza-se como área prioritária para a conservação do Projeto Nacional de Corredores Ecológicos, criada com o objetivo de proteger o rico e delicado ecossistema da várzea, promover o desenvolvimento sustentável e melhorar a qualidade de vida das comunidades locais, propiciando também, um grande potencial para pesquisa ecoturismo e educação ambiental. A RDS do Piranha possui 103.000 ha que representam 14% do território do município de Manacapuru e está situada à margem esquerda do Rio Solimões, próximo à foz do Rio Manacapuru. Possui um hotel flutuante que, além de utilizar a mão-de-obra local, é o primeiro da região a com tratamento de água e esgoto. A Reserva é rota migratória e de reprodução de aves como: a garça branca, o jaburu, o jaçanã e o pato do mato. Possui também grande variedade de peixes, destacando-se o exótico acari-bodó (Loricaria duodecimalis). A vegetação da região é tipicamente de várzea, que se forma numa planície inundada sujeita a cheias sazonais. As espécies vegetais mais frequentes são: samaúma, assacu, axixá, gramíneas e agrupamentos de palmeiras. Distante cerca de 110 Km de Manaus (aproximadamente 01 hora de barco ou 15 minutos de hidroavião) e 25 Km de Manacapuru, a Reserva oferece os seguintes atrativos: observação de pássaros, observação da flora, caminhadas em trilhas interpretativas, pesca esportiva, safári fotográfico, observação de fauna.
Fone: (92) 361-1386.

Parque Ecológico de Janauary

Localizado no rio Negro, a apenas 45 minutos de barco de Manaus, o Parque Ecológico do Janauary concentra vários ecossistemas da região e tem a vantagem de ser acessível aos viajantes. A área de 9 mil hectares possui matas de terra firme, várzea e igapós e é administrada por um consórcio turístico formado pelas empresa do setor com a cessão do Governo do Estado.

No local os turistas passeiam de canoa pelos igapós entrecortados de grandes e pequenas árvores com cipós vegetação típica desse ecossistema. No Lago das Vitórias-Régias, há uma passarela rústica mas segura que leva o visitante a conhecer esta bela flor amazônica.

As agências oferecem passeios diários para o Lago Janauary com a duração de algumas horas ou o pacote incluindo o almoço em restaurante flutuante.
No local são serviços pratos à base de peixes da culinária regional. Há venda de artesanato dos ribeirinhos. os pacotes incluem a passagem pelo Encontro das Águas.

Encontro das Águas

É um fenômeno que acontece a aproximadamente 10 km de Manaus. As águas escuras do rio Negro se encontram com as águas barrentas e paradas do rio Solimões. Elas correm lado a lado, sem se misturarem, por uma extensão de cerca de 6 km, quando passam então a formar o rio Amazonas, até chegar ao oceano Atlântico. É um capricho da natureza muito apreciado por turistas. A explicação para o fenômeno deve-se a grande diferença de densidade, temperatura e velocidade de ambos os rios. O Rio Negro corre 2km/h a uma temperatura de 22m/h, a uma temperatura de 28ºC

* Acervo Manaustur - Fundação Municipal de Turismo
Foto: Lula Sampaio