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História

 

Deve-se ao espanhol Francisco Orelhana o descobrimento da região que forma atualmente o Estado do Amazonas. O navegador percorreu em 1541 o rio que banha o Estado: Amazonas. Em certa altura encontrou uma tribo de índias guerreiras, com a qual lutou, associando-as às amazonas, mulheres cavaleiras e guerreiras. Por isso, deu-lhes o mesmo nome, depois transposto ao Estado. Na língua indígena, amazonas vem da palavra amassunu, que quer dizer "ruído de águas", ou "água que retumba".

A região amazônica, pelo Tratado de Tordesilhas, assinado entre Espanha e Portugal em 1494, pertencia à Espanha. No entanto, no início do século XVII, a área passou a ser alvo de incursões portuguesas. As disputas com a Espanha terminaram com a assinatura do Tratado de Madrid, em 1750, que deu a Portugal a posse definitiva de grande parte da região. Em 1850, D. Pedro II criou a província do Amazonas.

No início do século XX, a exploração da seringueira levou muita riqueza à região. Exaurido o ciclo da borracha, quando seringais passaram a ser cultivados nas colônias inglesas e holandesas do Oriente, em especial na Malásia, o Amazonas entrou em decadência econômica. A estagnação durou até 1950, quando o Estado, por iniciativas do Governo Federal, começou a retomar seu crescimento. Esse processo culminou com a criação, no início da década de 60, da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), uma agência de desenvolvimento regional e, em 1967, com a implantação da Zona Franca de Manaus (Suframa), alavanca para a industrialização do Estado.

A economia amazonense tem nas atividades extrativistas sua principal fonte de riqueza: mineração, indústria primária e a pesca - e, é claro - no pólo industrial de sofisticada tecnologia implantado na capital, Manaus. Os principais produtos agrícolas cultivados no Estado são a laranja, a mandioca, o arroz e a banana. Entre os minerais destacam-se o calcário, a gipsita e o estanho. Destacam-se, no seu parque industrial, a produção de materiais elétricos e de comunicação; a indústria metalúrgica e de extração mineral; a fabricação de relógios; e a indústria alimentícia e de bebidas.

* Fotos: Manaustur