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Conhecida como a "Ilha do Amor", Mosqueiro, que fica a menos de uma hora do centro de Belém, pode oferecer tranqüilidade ou até mesmo o mais agitado dos finais de semana - só depende da ocasião. Além disso, a ilha tem muita história para contar. História que começa ainda no período colonial, quando as terras da ilha pertenciam ao Distrito de Benfica.

Mosqueiro começou a receber as primeiras habitações no século XVIII, com a vinda dos colonizadores portugueses que quando ali chegaram encontraram os índios Tupinambás. Da herança portuguesa ficaram os casarões e chalés à beira da praia. Também da época da colonização, quando a igreja obrigava o casamento entre brancos e índios por motivo de catequização, nasceu uma união de vocábulos que deram nomes para algumas praias da ilha, como a praia do Chapéu Virado, herança portuguesa, e a praia do Murubira, herança indígena.

Mas não foram só portugueses e índios que já habitaram as terras de Mosqueiro. Por lá, passaram ingleses, alemães, franceses e americanos, funcionários de empresas estrangeiras vindos de seus países para instalarem fábricas na Amazônia. Aliás, foram esses estrangeiros que trouxeram o costume de fazer de Mosqueiro um refúgio para finais de semana, feriados e período de férias. Costume este mantido até hoje, agora pelos habitantes da capital.

E a história de Mosqueiro pode ser dividida em antes e depois da construção da ponte "Sebastião de Oliveira", chamada de Belém-Mosqueiro. Antes da ponte, o transporte para o lugar era garantido por navios. O mais importante deles foi o "Presidente Vargas". Construído na Holanda, o navio era considerado o mais luxuoso da chamada "Frota Branca", da extinta SNAOO.

Por quase 20 anos, o Presidente Vargas garantiu a travessia dos que iam desfrutar das belezas da ilha. Em 1972, o naufrágio do navio, na Baía do Marajó, em frente ao município de Soure, interrompeu a viagem. Nasce então uma nova fase na história da ilha: a construção da estrada que liga Belém a Mosqueiro. Com a rodovia, vieram as balsas, que garantiam a travessia pelo Furo das Marinhas até o outro lado do continente. Por alguns anos, era assim que os visitantes chegavam a Mosqueiro. Com a inauguração da ponte Belém-Mosqueiro, a história começa a mudar...

A ponte encurtou a distância com a capital e atraiu ainda mais visitantes à ilha. Hoje, ir de carro para Mosqueiro não leva mais que uma hora e de ônibus, menos de duas horas de viagem. As facilidades trouxeram mudanças à vida bucólica dos habitantes de lá. Vieram mais pessoas e com elas, grandes mansões. A ilha ganhou ares de cidade grande, apesar de que os mais antigos ainda afirmam que Mosqueiro é sinônimo de remanso, de sossego. Contradições à parte, Mosqueiro consegue atrair centenas de milhares de pessoas nas férias de julho. Veranistas que vão atrás das 21 praias da ilha, que mesmo banhadas pelas águas da Baía do Guajará, recebem influência das marés. O resultado? Ondas de mar em águas de rio que não têm em lugar nenhum do mundo.

Entre as praias mais procuradas estão a do Farol, Chapéu Virado e Murubira. Nelas, em épocas de feriados, férias e até finais de semana, as areias fervilham de gente. Mas Mosqueiro sabe acolher a todos e oferece aos visitantes cantinhos mais tranquilos e de rara beleza, como as praias da Baía do Sol e do Paraíso. Mosqueiro é assim: história, diversão e tranquilidade. Um misto de opções que agrada a todos, com a vantagem de estar bem pertinho da capital paraense.