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Praça da República
A Praça da República é um dos espaços públicos mais freqüentados de Belém.
É o point de pessoas de todas as idades; é onde namorados marcam encontros, artistas
fazem shows, políticos, advogados e outros profissionais liberais fazem reuniões
de negócios ou simples bate-papos. Sua construção teve início no século
XVIII, entre o bairro da Campina e a estrada que levava ao bairro de Nazaré. Inicialmente,
era chamado de Largo da Campina e depois, com a construção de um armazém para
guardar pólvora, passou a chamar-se Largo da Pólvora. Nesse largo, foi
erguida uma forca, embora não haja registros de execução. A área também serviu
de cemitério, onde os corpos de escravos e pobres eram sepultados em cova rasa.
Durante o Império, a praça chamava-se Pedro II, em homenagem ao imperador.
Em 1878, com a inauguração do Teatro de Nossa Senhora da Paz, hoje Teatro da Paz,
iniciou-se um tímido processo de urbanização. Só com a queda do Império, o espaço
recebeu a denominação de Praça da República. Em 1801, o intendente Arthur
Índio do Brasil efetivou um processo mais intenso de modernização da praça, que
ganhou calçamento de madeira próximo das avenidas, passeios, chafarizes e jardins
nas alamedas. Mas foi Antônio Lemos, a partir de 1897, quem realizou a verdadeira
urbanização do espaço. Elevou a praça ao seu "senso do belo", característica
marcante da autoridade política que mais se preocupou com o lado estético da "velha
Belém". O intendente Virgílio Mendonça construiu um cinema ao lado
do passeio frontal, que conduz ao monumento da República. O espaço, que também
foi sede da Caixa Econômica, é hoje o Teatro Waldemar Henrique. Ainda na praça
está outro prédio histórico, a antiga Casa Comercial, atualmente Núcleo de Artes
da UFPa. A praça já abrigou um posto de gasolina, o Monumento aos Intendentes
e um chafariz dentro de um grande lago. Todos retirados durante mandatos de prefeitos
da cidade. Também foi construído na praça um obelisco em homenagem aos
revolucionários de 1924 e 1930 e uma bela fonte luminosa. O calçamento da praça
é todo em pedras portuguesas, com motivos marajoara. A localização da
Praça da República, bem privilegiada, permite facilmente o acesso de várias pessoas.
Em datas comemorativas, como o Dia da Raça, 7 de Setembro, Círio de Nazaré e outros,
a praça transforma-se em um grande palco por onde desfilam representações dos
personagens mais ilustres da história de Belém, acompanhados por turistas do mundo
inteiro. Localização:
Entre as Avenidas Presidente Vargas e Assis de Vasconcelos, bairro da Campina,
coração de Belém. Praça
Batista Campos A antiga Praça Sergipe, hoje conhecida como Praça
Batista Campos, começou a ser urbanizada por Antônio Lemos em 1901. Sua inauguração
aconteceu em 14 de fevereiro de 1904, depois de três anos de muito trabalho e
dedicação. A paisagem da Praça é uma das mais bonitas que compõem a "Cidade
das Mangueiras". O ajardinamento obedece ao plano de jardins sem grades,
modelo colocado em prática no Brasil pela Intendência de Belém. A beleza
da praça se intensifica por uma composição eclética de vários estilos arquitetônicos:
plantas ornamentais, córregos, pontes, bancos, caramanchões, pavilhão acústico
e coretos de ferro. Tudo em perfeita harmonia com plantas ornamentais e árvores
típicas da região amazônica. A pequena cabana rústica e as pontes de
madeira contrastam com a arquiteura em concreto das demais pontes, bancos e piso.
Os calçadões que rodeiam a Batista Campos são revestidos em pedras portuguesas
com motivos marajoaras, característica marcante de muitas praças e outras construções
históricas de Belém. A importância da Batista Campos, cujo nome é homenagem
a um dos principais líderes do movimento da Cabanagem, é muito grande. É um espaço
frequentado diariamente por um público diversificado e alegre; por turistas de
todo o mundo que visitam a cidade. É o point dos estudantes, de casais de
namorados, das mamães e babás empurrando carrinhos de bebês, dos vendedores alternativos
e muito mais. É um lugar de encontro para diferentes, gerações, povos e culturas.
É um pequeno cantinho da Amazônia, preservado carinhosamente pelos paraenses na
Cidade das Mangueiras. Localização:
Limita-se com a Avenida Serzedêlo Correa, a travessa Padre Eutíquio e as ruas
Tamoios e Mundurucus. Bairro Batista Campos. Por:
Benigna Soares |