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A Cidade Velha é o marco da história de Belém, um dos maiores referenciais do patrimônio histórico e cultural do Pará. 

O bairro nasceu com a construção do Forte do Presépio, hoje chamado Forte do Castelo, construído a mando da Coroa portuguesa, no início do século XVI. No pátio do Forte, onde em 1835 foram travadas lutas dos cabanos, hoje funcionam restaurante e lanchonete. 

É nesse antigo bairro que está guardada a memória dos índios, negros e portugueses, pioneiros no povoamento da cidade. É também onde estão os principais pontos turísticos de Belém: casarões antigos, museus, palacetes e igrejas em estilo neoclássico e imperial brasileiro. 

O bairro guarda infinitas riquezas do Império e da Era da Borracha, época de ouro da história paraense, seja em seus museus, galerias, arquivo público ou em sua arquitetura antiga. 

Foi nele que surgiu a primeira rua de Belém, a Rua da Ladeira, que liga a Feira do Açaí ao Largo da Sé e onde se encontram bares e restaurantes antigos e simples. As mais antigas e tradicionais praças de Belém começaram a ser construídas na Cidade Velha. Um exemplo é a Praça do Relógio, onde o relógio inglês levantado na década de trinta, com seus 12 metros de altura, divide espaço com o relógio global, que faz a contagem regressiva para a chegada dos 500 anos de "Descobrimento do Brasil".

A Praça Dom Pedro II é outra marca histórica da Cidade Velha. Considerada o "centro administrativo da Belém antiga", a praça abriga os poderes Legislativo, Judiciário e Executivo.

A Igreja da Sé está entre os mais antigos templos religiosos de Belém. Construída no Século 17, sua beleza arquitetônica é reconhecida mundialmente. Seu projeto é assinado pelo arquiteto Antônio Landi, responsável por grande parte da arquitetura de Belém, especialmente no bairro da Cidade Velha – um dos mais irresistíveis convites para conhecer a capital paraense.

Por: Benigna Soares