| Do
Tupi-guarani "Pa'ra"
A origem do nome Pará vem do termo Pa'ra, que significa rio-mar na língua
indígena tupi-guarani. Era dessa forma que os índios chamavam o
braço direito do rio Amazonas, que ganha um imenso volume ao se juntar
com as águas do rio Tocantins. A junção proporcionada pela
natureza o torna tão vasto ao ponto de não se poder ver a outra
margem. Para os índios, o rio mais parecia um mar.
Quando os portugueses aportaram em solo paraense deram às terras o
nome Feliz Luzitânia. Tempos depois o nome foi substituído Grão-Pará
(grande rio) e, finalmente, acobou tornando-se apenas Pará. Um
universo de lendas, mitos e folclore
Estar
no Pará é viajar por um universo gigante de cultura e tradições.
O paraense respira o ano inteiro músicas, danças, lendas e mitos.
O folclore apresenta suas indumentárias e coreografias singulares, acompanhadas
de ritmos arrebatadores. Carimbó, Siriá, Lundu, Toadas de boi não
deixam ninguém ficar parado, nem mesmo o espectador mais comportado.
Ao longo do ano, é possível assistir e, mesmo, participar dos vários
eventos culturais que acontecem em todo o Estado. A Marujuda, em Bragança;
Sairé, em Santarém; Círio de Nazaré, em Belém;
Festival do boi de máscara, com o inesquecível Boi Tinga, em São
Caetano de Odivelas; Festival do Açaí, em Inhangapi; Carnaval dos
Mascarados, em Óbidos, são apenas alguns exemplos dos vasto poder
de criatividade e diversão que o Estado proporciona aos habitantes ou visitantes.
Todos eventos caracterizados pela espontaneidade e participação
popular. O
Pará reúne a modernidade dos grandes estados brasileiros e o privilégio
de estar incrustado na região mais bela do Planeta, a Amazônia. Por
isso, em território paraense, além do contato com infra-estrutura
necessária para maravilhosos passeios, ainda é possível se
tornar íntimo da cultura dos índios amazônicos, onde os traços
dessa cultura estão bem visíveis na culinária, folclore,
no vocabulário e na formação étnica do povo. Na
região há mais de 30 grupos indígenas diferentes, muitos
deles ainda vivendo no seu ambiente natural. Outros estão localizados nas
várias reservas indígenas situadas no Estado. A
cultura indígena é a grande responsável pela presença
de ervas medicinais, raízes milagrosas, amuletos, banhos-de-cheiro, olhos
de boto, dentes de jacaré e animais empalhados nas feiras populares do
Pará. Todos esses itens são obtidos através de contato direto
com a selva amazônica, traduzindo a alma da região.
Hino do Pará
Letra: Arthur Porto Música: Nicolino Milano Salve,
ó terra de ricas florestas, Fecundadas ao sol do equador! Teu destino
é viver entre festas, Do progresso, da paz e do amor! Salve, ó
terra de ricas florestas, Fecundadas ao sol do equador! Estribilho Ó
Pará, quanto orgulho ser filho, De um colosso, tão belo e tão
forte; Juncaremos de flores teu trilho, Do Brasil, sentinela do Norte.
E a deixar de manter esse brilho, Preferimos, mil vezes, a morte! Salve,
ó terra de rios gigantes, D'Amazônia, princesa louçã!
Tudo em ti são encantos vibrantes, Desde a indústria à
rudeza pagã, Salve, ó terra de rios gigantes, D'Amazônia,
princesa louçã!
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