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Redação: Portal Amazônia

Foto: Divulgação
CINEMA

A História do Cinema Nacional no Líbero Luxardo

Mostra no Centur exibe filmes que fazem parte da história do cinema produzido no país

A partir da noite desta quarta-feira (07) o cine Líbero Luxardo, do Centur, passa a exibir a mostra “Panorama do Cinema Brasileiro”. O evento será realizado em parceira com a Associação Paraense de Críticos Cinematográficos (APCC) e vai exibir curtas do cineasta Humberto Mauro e longas de Gentil Roiz, Jota Soares e Roberto Faria, sempre a partir das 20 horas. A intenção dos idealizadores é apresentar, durante o ano, uma série de filmes representativos para a história do cinema nacional.

Ciclo do Recife

“Aitaré da Praia”, filme dirigido por Gentil Roiz em 1923, abre a mostra. Rodado no Recife, o longa foi o primeiro trabalho na carreira do cineasta, conhecido por ser um dos fundadores do chamado “Ciclo do Recife” - um dos vários ciclos regionais ocorridos antes da chegada do cinema sonoro ao Brasil. Ator, produtor e roteirista, Roiz foi o primeiro a rodar um longa-metragem na capital pernambucana. Os atores Ary Severo e Rilda são os protagonistas da história, nos papéis Aitaré e Cora.

Na quinta-feira, 08, será a vez de “A Filha do Advogado”, longa-metragem de Jota Soares, com Guimar Teixeira e Euclides Jardim. Rodado em 1926, o filme mostra, além das belezas naturais do Recife, as mansões e o estilo de vida da burguesia na capital pernambucana – tudo embalado em um drama envolvendo Helvécio, filho de um famoso advogado recifense que se envolve em um crime que choca a comunidade local. Pesquisador e historiador, J. Soares ainda filmaria mais dois longas durante a carreira: a segunda versão para Aitaré da Praia (1927) e Cenário da Vida (1930).

Curtas

Programação
07/01 - Aitaré da Praia (1923). Direção: Gentil Roi. Com Ary Severo e Rilda Fernandes. Às 20h.
08/01 - A filha do advogado. Direção: J. Soares. Com Guimar Teixeira e Euclides Jardim. Às 20h.
09/01 - Os curtas de Humberto Mauro (1945 - 1970):
Brasiliana - Chuá-chuá
Casinha Pequenina
Azulão
Pinhal
Aboio e cantiga
Engenhos e Usina
Cantos do Trabalho
Manhã na Roça
Meus 8 Anos
João de Barro
Horário: Às 20h.
10/01 - Assalto ao Trem Pagador. De Roberto Faria. Com Ruth de Souza, Reginaldo Faria e Grande Otelo. Às 20h.

*Ingressos: R$ 3,00, com meia entrada para estudantes.

Na sexta-feira, o espaço será reservado para a obra de Humberto Mauro. Os curtas filmados pelo diretor entre 1945 e 1970 compõem o material da noite do dia 09. São eles: “Brasiliana – Chuá Chuá”, “Casinha Pequenina”, “Azulão”, “Pinhal”, Aboio e Catinga”, “Engenhos e Usina”, “Cantos do Trabalho”, “Manhã na Roça”, “Meus 8 Anos” e “João de Barro”. A série dá uma amostra da importância do autor para a história do cinema nacional. Considerado um dos pais do Cinema Novo por ninguém menos que Glauber Rocha, Humberto Mauro figura no panteão dos que inspiraram várias gerações de diretores no país.

Nascido em 1897, em Volta Grande (MG), Mauro gravou para a posteridade a imagem de ter sido um dos primeiros a resistir à influência dos Estados Unidos nas produções tupiniquins. Enquanto seus colegas realizavam produções com temáticas influenciadas pela cultura norte-americana, ele e sua equipe priorizavam, entre outros, temas rurais, tentando produzir um cinema de “caráter mais nacionalista”. Esse é um dos elos de ligação do cineasta com a turma de produtores que anos mais tarde ficaria famosa como a trupe do Cinema Novo. O reconhecimento da importância de Humberto Mauro, inclusive, só veio nos anos 60, quando foi “redescoberto” pela geração capitaneada por Glauber Rocha.

Clássico

Fechando a mostra, o cinema do Centur ainda irá exibir “Assalto ao Trem Pagador”, clássico de Roberto Faria, rodado em 1962. Contando com a presença de atores do naipe de Reginaldo Faria e Grande Otelo, o filme é baseado num caso real ocorrido no Rio de Janeiro em 1960. O bando de Tião Medonho atacou e assaltou o trem pagador da Central do Brasil, entre Japeri e Paes Leme, explodindo os trilhos com dinamite. Armados de revólveres e metralhadoras, seis assaltantes levaram 27 milhões de cruzeiros e mataram um homem. O caso só foi encerrado um ano depois, com a prisão dos culpados.

Em tempos de renascimento do cinema nacional, o Líbero Luxardo virou um prato cheio para quem curte a sétima arte e quer conhecer mais um pouco da história do que foi produzido no país.

Serviço:

Mostra Panorama do Cinema Brasileiro

No Cine Líbero Luxardo - Centur. Promoção: Associação Paraense de Críticos Cinematográficos - APCC.


 

 

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