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Por: Luciana Medeiros
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Equipe do "Mente Dividida" |
Maratona
A mostra “Coisas do Olhar”, que aconteceu na
terça-feira, 24, no auditório do Basa, e dentro da I
Maratona de Audiovisual da ABDeC, premiou o curta “Mente
Dividida”, de Erison Guimarães e Igor Francês. Era o
previsível. A equipe montada para concorrer à I Maratona
de Audiovisual da ABDeC, era esmagadora. Em segundo
lugar ficou o curta “Engano” , de Alcir Nunes e, em
terceiro, o “Estilhaçadas”, de Keyla Negrão. Mas o
cineasta Jean-Claude Bernadet, que estava na platéia,
disse que gostou muito do "Urubu", de Argentino de Melo
Neto.
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Imagens do "Mente Dividida" |
Público
Foi um sucesso! Um público diferente e de mais de
400 pessoas lotou o auditório do Basa para conferir o
resultado da I Maratona de audiovisual da ABDeC. Uma das
diretoras da associação, satisfeitíssima com todo o
burburinho, a cineasta Marta Nassar, ao entregar o
troféu do grande premiado da noite, anunciou que vai ter
a II Maratona. Portanto, preparem seus argumentos!
Pop rock-reggae blues
Eloy Iglesias está correndo para acertar os últimos
detalhes do lançamento de seu primeiro CD, “O Beijo do
Minotauro”, que acontecerá no dia 08 de julho, em meio a
um grande show, no Teatro da Paz.
Gravado pela Midas Amazon Studio, o CD traz a direção
musical de Jacinto Kawage, responsável também pelos
arranjos das treze músicas do CD. No repertório está a
inédita “Amor Proibido” (Luis Carlos França/Eloy) e
“Overdose de Beijo” (Eloy), que já está sendo tocada nas
rádios Cultura e Liberal FM’s. No estilo pop rock reggae
blue, o CD também traz sucessos antigos, totalmente
revistos, como “Pecados de Adão” (Eloy) e “Embriago-me
Blues” (Luis Carlos França/Eloy) e ainda “Luzes” (João
de Jesus Paes Loureiro/Eloy Iglesias). A produção
executiva é do próprio Eloy.
Ingresso = CD
O ingresso para o show de lançamento do CD “O Beijo do
Minotauro” estará à venda, antecipadamente, a partir de
1º de julho, na bilheteria do Teatro Da Paz. O ingresso,
R$ 20, dá direito ao CD. E, detalhe: os primeiros 200
ingressos comprados ainda dão direito a uma camisa, que
traz a capa do CD estampada no peito.
Novidade
A banda Euterpia tem novo empresário. O jornalista e
escritor Carlos Correia Santos, que também produz o
grupo E.L.A., assumiu o posto na semana passada, já com
um desafio: a produção do show que a banda vai fazer
dentro do Circuito Cultural Banco do Brasil nos dias 03
e 04 de Julho no Teatro Margarida Schiwazzappa do
Centur. Também foram selecionadas para o Circuito
Cultural B.B., as bandas Arcano XIX e Rádio Cipó. A
melhor apresentação, que será julgada pelo voto popular,
vai levar uma das bandas ao show de encerramento
Circuito Cultural B.B., em Curitiba-PR, no final do ano.
Urubus
Num livro de sugestões na Casa das Onze Janelas –
Complexo Cultural Feliz Lusitânia encontra-se coisas
curiosas como esta: um visitante sugere que sejam
lançados fogos de artifício para afugentar os urubus,
que vivem passeando pelos jardins, despejando suas
necessidades por ali e provocando um mau cheiro
insuportável. Pode?
Flash
*Platéia ilustre no auditório do IAP, na segunda-feira,
durante a projeção de “Dois Perdido numa Noite Suja”. O
filme, baseado no texto de Plínio Marcos e dirigido por
José Joffily, dentro da mostra Cinema BR em Movimento,
foi conferido pessoalmente pelo filósofo Benedito Nunes
e sua esposa Maria Silvia Nunes. Ele achou razoável e
ela, bom.
*A nova galeria do bar Café Imaginário (Apinagés entre
Mundurucus e Pariquis) está com inauguração prevista
para o segundo semestre. Já estão agendadas algumas
exposições. Em outubro, uma coletiva e, em novembro, uma
individual de desenhos de Branco Medeiros.
* O “O Olhar do Dragão”, livro independente do poeta
Luis Carlos França, pode ser encontrado na Loja Na Figueredo (Av. Gentil Bittencourt, entre Dr. Moraes e
Beijamin). Custa R$ 10.
*Lançada na sexta-feira, 13, no Cemitério da Soledade, a
Pará Zero Zero está sendo vendida pelo próprio
coordenador da revista, Zenito Weyl. Quem quiser
adquirir um exemplar, que custa R$ 5, pode ligar para
261-8121 ou 9165-9337.
O cinema vigoroso de Jean-Claude Bernadet
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Fotos: Alexandre Baena |
O cineasta Jean-Claude Bernadet disse que ficou
surpreso com o resultado da I Maratona de Audiovisual
da ABDeC PA – Associação Brasileira de Documentaristas
e Curtametragistas do Pará. Segundo ele, todos têm
clima e conseguem contar suas histórias. Jean-Claude
defende este tipo de iniciativa, como um caminho para
a formação profissional. “Duvido muito do ensino de
cinema oficial. A prática ensina bastante, não que eu
seja contra a formação tradicional”, diz o cineasta,
que esteve em Belém, participando do evento da ABDeC,
ministrando um seminário sobre filme documentário.
Durante o seminário, além de mostrar vários curtas
documentários, feitos em linguagens diferentes das
tradicionalmente usadas em filmes deste gênero,
Jean-Claude fez críticas ao cinema brasileiro. “Estou
convencido de que há uma Escola Parnasiana no cinema
brasileiro. Elabora-se planos, figurino, luz. Tudo é
perfeito, mas os filmes acabam sendo chatíssimos”,
diz. Jean-Claude não gosta de “Abril Despedaçado”, de
Walter Sales, por exemplo, mas adora “O Invasor”, de
Beto Brant, “Um Céu de Estrelas”, de Tata Amaral e
“Bicho de Sete Cabeças”, de Laís Bodanski, “estou
defendendo os filmes vigorosos, contra os bem
iluminados”, reforça.
Sobre os curtas realizados na maratona comenta que, “O
Urubu acaba sendo um tipo de sinfonia visual, usando
também do olhar subjetivo do próprio urubu, já o
Estilhaçadas fez algo interessante que foi cruzar
depoimentos produzidos com outros verdadeiros. O Mente
Dividida é, sem dúvida, o mais bem finalizado. Já o
Anunciado tem panos bonitos, mas poderia ter sido
melhor, se tivesse mesclado o ficcional com o
documental, quando abre com os mendigos. Mas no final,
fica claro que até aquilo foi produzido. Já o Engano
deveria ter trabalhado algo mais que a luz, para dar
mais ritmo às cenas. O que é bom nisso tudo é que a
comunidade se vê na tela e, a partir daí, se abre um
debate sobre como fazer melhor”, finaliza.
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Fotos: Alexandre Baena |
Atualmente, Jean-Claude está trabalhando em mais um
filme de montagem sobre São Paulo, mas desta vez, a
partir do acervo de Primo Carbonary, documentarista
que realizou jornais cinematográficos, entre os anos
40 e 80, na capital paulista. A produção começa já na
próxima semana.
Jean-Claude Bernadet é cineasta, pesquisador e
roteirista, diplomado pela École des Hautes Études en
Sciences Sociales (Paris). Doutor em Artes pela Escola
de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.
Foi Professor do Curso de Cinema ECA / São Paulo.
Autor de diversos ensaios sobre cinema, em 1995 lançou
o livro "O Autor no Cinema" (Brasiliense). Escreveu
roteiro de filmes importantes na história da recente
produção brasileira, como "Um Céu de Estrelas" e
"Através da Janela", ambos dirigidos pela cineasta
paulista Tata Amaral.
Produziu e dirigiu o filme média metragem "São Paulo
sinfonia e cacofonia " (1995), mostrado durante o
seminário em Belém.
Como ator trabalhou nos filmes: "P.S. Post-scriptum"
(longa metragem de Romain Lesage, 1978), "A cor dos
pássaros" (longa metragem de Herbert Brödl, 1988), "Disaster
movie" (curta metragem de Wilson Barros, 1985).
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