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Por: Luciana Medeiros


Cacá Carvalho
Nosso queridíssimo Cacá Carvalho está em cartaz com novo espetáculo, mas em Sampa. A peça chama-se “A poltrona escura” e é baseada em três textos de Luigi Pinrandelo – O sopro, Carrinho de Mão e Os pés na grama. Com apresentação sempre aos sábados e domingos, às 18h, no Sesc Belenzinho, pode ser visto até 07 de setembro.

Equipe
O monólogo “A Poltrona Escura”, com Cacá Carvalho, tem cenário e figurino de Márcio Medina. O desenho do cartaz é de Domingos Quintiliano. A Consultoria Dramatúrgica, de Stefano Geracitra e a tradução para o português, de Silvia Pasello. A produção executiva ficou por conta de Malú Pessin e a Direção, de Roberto Bacci. Taí, quem estiver de viagem marcada para São Paulo já tem programa paraense pra fazer. Mas o melhor mesmo seria trazer o espetáculo para o Teatro da Paz. Quem se habilita?

Zero Zero
O número 2 da Pará Zero Zero vai trazer uma entrevista especialíssima com o dramaturgo paraense Luís Otávio Barata, que atualmente mora em São Paulo. O Conselho Poético da revista avisa aos interessados, que podem dar sugestões de perguntas, através do e-mail parazerozero@yahoo.com.br, mas só até esta sexta-feira, 18 de julho. De resto é aguardar...

Conexão
Para quem já curte o programa Conexão In Concert, transmitido ao vivo pelas TV e Rádio Cultura, às sextas-feiras, uma novidade. O programa também está sendo veiculado pela Internet, através do Portal Amazônia – www.amazonia.com.br

Que tal? É mais uma oportunidade para ouvir e ver cantores e bandas paraenses, com a apresentação de Ney Messias, presidente da Funtelpa. Na produção, pela rádio, estão Aniza Oliveira, Regina Silva e Felipe Alves. Pela televisão, a equipe conta com Edson Oliveira, Rosa Moreira e Nassif Jordy. A fotografia fica por conta dos cinegrafistas Hélio Furtado e Paulo Afonso.

ABDeC
A Associação Brasileira de Documentaristas e Curtametragistas – Pará faz reunião no dia 08 de agosto, às 19h, no auditório da Fumbel. Na pauta da reunião, prestação de contas da atual diretoria e definição de nova eleição. A Fumbel fica ao lado da Igreja da Sé, na Praça Frei Caetano Brandão.

Overdose
Neste final de semana, no Baiacool Jazz Festival, tem Calibre e Rafael Lima, Sebastião Tapajós e Bererê Project. Uma overdose de boa música. Corram e arrumem a bagagem que este sábado vai ser pra lá de quente, na praia do Farol Velho, em Salinas. A partir das 16h, com apresentação do grupo folclórico de Salinas mostrando a Dança da Farinhada. A abertura do evento fez tremer o Farol Velho com o Grupo Pandora e o grupo Boca Livre.

Jazz
Toda Quarta é Imaginária, no bar Café Imaginário. Esta semana volta à cena o contrabaixista Calibre. A cada quarta, Calibre recebe convidados ilustres, como Jacinto Kahwage (teclado), Márcio Jardim (bateria), Jonas Dantas (teclado), Paulo Borges (guitarra), Príamo (contrabaixo) e outros instrumentistas. A Quarta Imaginária começa às 21h. Na Apinagés, entre Mundurucus e Pariquis.

MPB
Segue, também no Café Imaginário, a temporada da cantora Andréa Pinheiro. Toda quinta, 22h. Acompanham Andréa, Floriano (violão), Márcio Jardim (bateria) e Jacinto Kahwage (teclados).

Animação
O fenômeno da natureza mais famoso da Amazônia, a Pororoca, vai ser tema de um desenho animado. O projeto é do arquiteto e desenhista gráfico Cássio Tavernard, em cima de um texto do ator Adriano Barroso. A história vai se passar no fundo do rio Amazonas, onde uma série de personagens, como peixes típicos da região, caranguejos, candirus e camarões vivem uma aventura cheia de humor. Enquanto, isso, na superfície, surfistas buscam a melhor forma de pegar as ondas velozes da Pororoca.

Bolsa
O projeto de Cássio Tavernard ganhou a bolsa de incentivo artístico do IAP (Instituto de Artes do Pará) mas para a finalização, Cássio está contando com o apoio e patrocínio de empresário locais. A estréia está prevista para dezembro. Quem quiser entrar em contato com Cássio, escrever para cassio.tavernard@bol.com.br

Belém ganha mais uma produção cinematográfica
Não é de hoje que os curtametragistas paraenses preferem a ficção ao documentário. Nem é novidade que tenham como mote, os mitos e contos populares da região. São assim, os roteiros de “Lendas Amazônicas”, de Ronaldo Passarinho (que mistura ficção e documentário); “Quero ser Anjo”, de Marta Nassar e Clemente Schwartz; “Mulheres Choradeiras”, de Jorane Castro e “Açaí com Jabá”, de Marcos Daibes, Alan Rodrigues e Valeriano Costa, para ficarmos só na produção mais recente.

E aí vem outro curta, que pega como mote, a lenda da Matinta Perera. Com roteiro do jornalista Jorge Vidal, a gravação vai acontecer entre os dias 28 de julho e 1º de agosto, no bairro da Terra Firme, em Belém. Longe de querer reconstituir a lenda, como ela é, “Matinta Perera” mescla ficção, realidade e superstição. A idéia do vídeo veio da vivência jornalística de Vidal, que já conta com mais de 17 anos de profissão.

“Matinta..” conta a história de uma família suburbana que sobrevive da venda de drogas ilícitas e para isso paga propina aos policiais de plantão, faz um paralelo ao que fazem os devedores da bruxa amazônica Matinta Perera. E apesar de ser uma obra de ficção, a história do filme é bem próxima da realidade, tendo inclusive elementos estéticos fiéis ao real. Jorge Vidal pretende com o vídeo, “ajudar na reflexão sobre as nossas mazelas sociais, o tráfico de drogas como motivo de relação promíscua entre os chamados fora e dentro da lei, e principalmente sobre a perda de valores humanos diariamente trocados pelo egoísmo, ganância e abuso de poder”.

Este poderia ser mais um filme sobre violência e pobreza nas grandes cidades. O grande diferencial é que esta é também uma forma de mostrar a identidade paraense e amazônida, num equilíbrio entre os “valores” urbanos”, e uma lenda típica desta região.

A lenda - De acordo com o escritor Walcyr Monteiro, em seu livro “Visagens e Assombrações de Belém”, existem cerca de 14 diferentes versões para a lenda da Matinta Perêra. A presença de um pássaro amazônico é o maior símbolo da Matinta; e em duas versões, é a coruja Rasga Mortalha – sinônimo de mau agouro entre os supersticiosos – quem anuncia a chegada da Matinta. Mas o principal de toda a lenda é a situação dramática resumida na “promessa de dívida” e que jamais deve ser esquecida por quem é perturbado pela Matinta.

Parceria - Produzido de forma totalmente independente, o vídeo “Matinta Perera” terá 15 minutos de duração (um curta-metragem) e já conta com a parceria da comunidade da Terra Firme desde a sua produção. Parte do elenco (incluindo um dos personagens principais) e também a figuração serão de integrantes do Grupo de Teatro Pororoca, um misto de Centro Comunitário e Cultural que funciona no bairro. Até o material cênico foi doado pelo próprio Centro e por moradores locais.
Em contrapartida, a equipe de produção já levou para o bairro palestras sobre o uso de drogas com o presidente do Centro Nova Vida, Luiz Veiga, e está organizando oficinas de teatro com atores do elenco, entre elas a de “Contador de Estórias” que será ministrada pelo ator Evanildo Mercês, logo após o término das filmagens.

A equipe - Apesar de este ser o primeiro vídeo de Jorge Vidal, a equipe de produção já tem história no cinema paraense. O diretor de fotografia, por exemplo, é Ronaldo Rosa, recém vencedor da Maratona de Áudio Visual da ABDeC-Pará, com o curta “Mente Divida”. A assistência de direção é de Roger Elarrat premiado em diversas mostras de vídeo, entre as quais a Expocom em Salvador na Bahia (setembro de 2002) com o curta de animação “Substância” e menção honrosa (com o mesmo vídeo) no Vide-Vídeo no Rio de Janeiro também em 2002. “Substância” foi ainda premiado na última edição do Festvídeo Belém, em 2001, como melhor curta de animação, e o vídeo Urben (também de Elarrat) recebeu o prêmio do Júri Popular.
Além de Roger Elarrat e Ronaldo Rosa, o vídeo “Matinta Perera” conta ainda com Daniel Gomez na Consultoria de Produção, Leonardo Santos e o próprio Jorge Vidal na Produção Executiva; Charles Rael na Direção de Arte; Jéssica Martineli na Coordenação de Produção; Jacqueline Araújo na Produção de Objetos; Dani Franco na Produção de Elenco; Sandra Machado no figurino; Micheline Penafort na maquiagem e Luciana Medeiros na continuidade (Quero Ser Anjo, Mulheres Choradeiras).

O elenco - O elenco de Matinta Perera também tem peso na produção fílmica local. As personagens principais serão vividas por Adriano Barroso (“Dias” e “Dezembro” de Fernando Segtowick e “Conspiração do Silêncio”, de Ronaldo Duque, ainda inédito), France Moura (“Dias”, de Fernando Segtowick e “Chuvas e Trovoadas” de Flávia Alfinito) e Paulo Marat (“O Morto”, de Ronaldo Rosa e “Açaí com Jabá”, de Valeriano Costa); além de Max Costa do Grupo de Teatro Pororoca da Terra Firme. O elenco também conta com Daiane Câmara, Henrique da Paz, Bel Pimentel, Evanildo Mercês, Fabrício Pimentel, Pedro Olaia e Frank Costa.
O vídeo Matinta Perera de Jorge Vidal tem parceria da Casa do Barão – Produção & Comunicação, Digital Produções, Escola de Teatro e Dança da UFPa e Grupo de Teatro Pororoca.

 

 
 
 
 
 
 
 

 

 

 

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