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Por: Luciana Medeiros
Conspiração
O diretor Ronaldo Duque exibiu, recentemente, um
compacto de seu longa “Conspiração do Silêncio” na
convenção do PCdoB em Brasília. Quem viu, gostou muito.
O filme já está com 1h e 58 minutos, no primeiro corte.
Mas a cópia definitiva só sai mesmo em dezembro, quando
o filme estará sendo finalizado pela Casa Blanca.
Estréia
A estréia, no Brasil, será em abril de 2004. Está
confirmada a distribuição nacional e internacional pela
Lumiere. O filme, que conta a história da guerrilha do
Araguaia, tem algumas músicas que datam os fatos, mas a
trilha é original. Aliás, a Orquestra Sinfônica de
Brasília está entrando em estúdio esta semana para
começar a gravação.
Maquiagem
Falando nisso, a paraense Sônia Pena, que assinou a
primeira fase do make up de “Conspiração do Silêncio”,
acaba de ganhar o Prêmio Avon Color de melhor maquiagem
para Cinema, por Madame Satã. E quem trilha o mesmo
caminho de sucesso é o maquiador, também paraense,
Mauriti, assistente preferido de Sônia. O moço está em
São Paulo maquiando algumas globais.
Cinema e Literatura
O
mês de setembro vem aí com ótimos programas culturais.
No Café das Letras, da VII Feira Pan Amazônica do Livro,
está confirmadíssima a presença da escritora Zélia
Gattai. Isso todo mundo já sabia. A nova é que o
cineasta Nelson Pereira dos Santos também confirmou
participação. Vai falar sobre o fazer cinematográfico no
Brasil, sobre seus novos projetos e de adaptação
literária para o cinema. A Feira acontece de 5 a 14, nos
galpões 4 e 5 da Estação das Docas.
Longas
Nelson Pereira dos Santos dirigiu seu primeiro longa,
Rio 40 graus, em 1956, e Vidas Secas, em 1963, ambos
filmes importantíssimos para toda uma geração de
diretores do cinema nacional. Fez a primeira adaptação
de uma obra de Nelson Rodrigues, o longa Boca de Ouro,
em 1962. Em 1974, veio O Amuleto de Ogum, que fala de
violência e umbanda. Em sua filmografia há mais de vinte
filmes, ainda incluindo Como era gostoso o meu francês,
Jubiabá, Tenda dos Milagres, Memórias do Cárcere (1984),
A Terceira Margem do Rio (1994).
Doente
A semana está cheia de novidades. Uma delas, acontece
quinta-feira, 24 de julho, às 20h, no anfiteatro do
Instituto de Artes do Pará (IAP), com a apresentação do
espetáculo “O Doente imaginário”. A peça, de autoria do
dramaturgo francês Molière, será encenado pela Companhia
de Atores Itinerantes da University of Southern Maine,
dos Estados Unidos. Direção de Minor Rootes, professor
do departamento de teatro da University of Southern
Maine. É a primeira turnê artística do grupo no Brasil.
Detalhe
A montagem de “O Doente Imaginário”, a última comedia
escrita por Molière, chega ao Brasil em versão reduzida.
De três horas e meia, passou a ter duas horas de
duração. Mas o maior detalhe fica por conta do texto,
que será falado todo na língua inglesa. Motivo pelo qual
a assessoria de comunicação do IAP centrou fogo na mala
direta às escolas de inglês de Belém. Certíssimo! É
mesmo uma ótima oportunidade para os estudantes ou para
os já formados na língua testarem seus conhecimentos. O
texto também foi adaptado para uma linguagem mais
contemporânea. O IAP fica na Praça Justo Chermont, 236,
Nazaré, ao lado da Basílica. Entrada franca.
Verão
Também na quinta-feira, mas na Estação das Docas, tem
festival de Verão da Rádio Cultura FM. A programação
traz o contrabaixista Calibre e convidados. A partir das
18h, na hora do pôr-do-sol. Na outra semana, o festival
fecha com a Guitarrada do Mestre Vieira e banda Cravo
Carbono. Tudo com entrada franca!
Jazz
Mais
pro final desta semana, encerra o Baiacool Jazz
Festival, na praia do Farol Velho, em Salinas. A
programação começa às 16h, com o grupo folclórico de
Salinas mostrando o Retumbão. Segue com show do mentor
do evento, Minni Paulo e MP3, Leo Gandelman e finalmente
do grupo Boca Livre, que acabou não se apresentando no
primeiro sábado por causa da chuva. O Portal Amazônia
(www.amazonia.com.br) estará transmitindo o Baiacool
Jazz Festival, ao vivo. Taí, quem resolver se trancar em
casa ou estiver trabalhando no sábado...
Juventude
A
juventude americana que vive sem objetivos está em
cartaz no Cine Estação (Teatro Maria Silvia Nunes –
Estação das Docas), em Bully, filme de Larry Clark.
Abordando como tema sexo, drogas e violência, o longa
mostra um grupo de jovens que gosta de surfe e da vida
fácil das praias da Flórida. Em meio a tanta diversão,
algo foge ao controle. Filmado em apenas 23 dias, Bully
arrebatou o Cavalo de Bronze e o prêmio de Melhor Atriz
(Rachel Miner), no Festival de Cinema de Estocolmo no
ano passado. Vá lá e confira: nos dia 24, 25, 26, às
20h30 e no domingo às 10h (matinal).
Almazen
O café e atelier Almazen quer entrar no segundo semestre
com novidades. Michele Cunha, que também é artista
plástica e responsável pelo espaço, já está recebendo
propostas para exposição e venda de objetos de arte,
moda e decoração, tudo num estilo regional.
Inauguração
Os artistas interessados em ministrar cursos e oficinas
também podem levar seus projetos para análise. A seleção
ocorrerá até 25 deste mês. Apesar de já estar
funcionando informalmente, o café atelier Almazen vai
inaugurar dia 07 de agosto. Fica na Trav. Campos Sales,
898, entre Gama Abreu e Carlos Gomes. Mais informações
pelo fone: (91) 9963 0574.
Livre
Um novo porto para a boemia. É o Porto Livre, barzinho
que fica bem próximo a Igreja da Sé, na Pça. Frei
Caetano Brandão, Cidade Velha. A localização é ótima. O
proprietário ainda está investindo no local, que promete
virar “point” com música ao vivo, diferenciada, em cada
dia da semana.
Cult
Vai uma dica: A revista Cult do mês de julho está muito
interessante. Tem uma reportagem especial sobre o
centenário do Blues, ritmo originado nas canções dos
escravos africanos do sul dos Estados Unidos. Eles
costumavam musicar as mazelas da vida e as vicissitudes
do amor para tentar amenizar um pouco a tristeza e a
melancolia (The Blues) que abatiam suas almas em tempos
de escravidão.
Dossiê
Outro destaque da Cult é o Dossiê sobre George Orwell,
escritor britânico autor de duas obras de grande
influência no século XX: Revolução dos Bichos (1945) e
1984 (1949). Tá nas bancas por R$ 7.70.
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