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Teatro da Paz
Considerado um dos principais teatros-monumentos brasileiros,
o Teatro da Paz foi construído pela iniciativa
privada nos tempos áureos da borracha. As obras
foram iniciadas em 1868 e apenas 10 anos mais tarde foram
concluídas. Todo em estilo neoclássico,
com colunas gregas na fachada, o projeto é do pernambucano
José Tibúrcio de Magalhães. Os lustres
de bronze e cristal foram importados da França
e as bancadas de ferro trabalhado que amparam as frisas
e os camarotes, da Inglaterra. O chão do teatro
é em pau amarelo, pau vermelho e acapu, madeiras
amazônicas.
Na
platéia existem 278 lugares, somados às
frisas, poscênios e camarotes totalizam 1.100
lugares. Hoje, por motivo de segurança, apenas
880 são ocupados. As cadeiras são de palhinha
por causa do clima da região. Pelo mesmo motivo,
desenvolveu-se na época um sistema de ventilação
especial. Um ventilador manual era movido sobre o forro
e as saídas de ar ficavam sob as cadeiras.
O
pano de boca foi pintado por Carpezan e faz uma homenagem
à República. No forro, pinturas de Dormênico
de Angelis fazem apologia ao deus greco-romano Apolo,
à música, à pintura, à literatura
e à Amazônia. As tintas douradas presentes
na sala de espetáculos foram feitas à
base de ouro 18 quilates. Onde funcionava um bar, agora
existe uma galeria de arte, com esculturas doadas por
outros teatros e um painel dos recitais apresentados
em seu palco. Entre eles, o de Guiomar Novaes e o do
paraense Arnaldo Rebelo. A figura mais ilustre, no entanto,
é Carlos Gomes. O maestro faleceu em Belém,
depois de apresentar a ópera "O Guarany".
Da máscara mortuária, fez-se um busto
de borracha que permanece exposto na galeria. O teatro
é tombado pelo Instituto do Patrimônio
Histórico Nacional.
Rua
da Paz, s/n, na Praça da República
Nazaré. Fone: (91) 224-7355/224-7201.
Funcionamento: aberto diariamente, das 9 às 18
horas, para visitas monitoradas. Preço de acesso:
R$ 2,00. Sábados e domingos, marcar com antecedência.
Teatro Margarida Schiwazzappa
O Teatro Margarida Schiwazzappa, criado em 1986 em homenagem
a atriz, professora e diretora de teatro paraense Margarida
Schiwazzappa, faz parte do Centro Cultural e Turístico
Tancredo Neves (Centur). Regularmente, o Schiwazzappa
abre suas portas a espetáculos de música,
teatro e dança, além de eventos e convenções.
O teatro é em estilo italiano e arquitetura moderna.
Seu palco tem 17 metros de largura. Do total de seis
camarins, dois são coletivos, com iluminação
e som próprios. O teatro é também
refrigerado por uma central de ar e a platéia
é acarpetada e com poltronas estofadas.
Capacidade: 528 lugares.
Desenvolve também projetos especiais: Uma Quarta
de Música, espaço aberto à música
paraense, com ingressos a preços populares: R$
5,00.
Avenida Gentil Bittencourt, 650. Nazaré. Fone:(91)
222-2933
Teatro Experimental Waldemar Henrique
O Teatro Waldemar Henrique ganhou sede própria
em 1979. Antes, o prédio abrigou o antigo cinema
Radium, o Museu Comercial e a sede da Caixa Econômica
Federal. O prédio é todo em estilo neoclássico,
datado do início do século XX e passou
por uma ampla reforma, tendo sido reinaugurado em 1998.
A pauta regular abrange espetáculos de música,
dança e teatro. Projetos especiais: Seis e Meia,
todas às sextas-feiras, às 18h30, com
espetáculos paraenses. Ingressos a preços
populares: R$ 5,00.
Avenida Pres. Vargas, s/n. Praça da República.
Fone: (91) 222-4762.
Teatro Estação Gasômetro
Depois de passar por uma ampla reforma, o antigo Galpão
da Companhia de Docas do Pará, foi adaptado para
teatro e oferece os seguintes serviços: Restô
do Parque, Café da Luz (com serviço de
bar), Sorveteria Vagão, praças, lojinhas
de produtos culturais, espaços para a venda de
comidas típicas.
Avenida Magalhães Barata (antiga residência
oficial dos governadores), esquina com a travessa 3
de maio. Fone: (91) 249-3001.
Funcionamento: de terça a domingo, e feriados,
das 9 às 22 horas. Entrada Franca.
Teatro do CCBEU Inaugurado em setembro
de 1991, o Teatro também funciona como cinema,
com capacidade para 300 pessoas. Aberto para grandes
espetáculos musicais, orquestrais, etc. Sempre
com entrada franca. O Teatro também abre as portas
para eventos externos. A pessoa interessada deve ligar
para a Coordenação Cultural (falar com
Natália ou Marcelo), através do telefone
(91) 242-9455 (R.211) ou pelo e-mail: cultural@ccbeu.com.br.
Tv. Padre Eutíquio, 1309. Fone: 242-9455
Teatro Gabriel Hermes (SESI) Fundado
em setembro de 1984, o Teatro do Sesi é administrado
pelo Serviço Social da Indústria (SESI).
É aberto aos espetáculos de música,
dança, teatro e eventos como fraternizações,
colações de grau, entre outros. Com capacidade
para 428 lugares, o teatro possui um palco de 180 metros
quadrados em madeira e sistema de refrigeração.
Quando não tem espetáculos ou qualquer
outra programação, abre das 8 às
12 horas e das 14 às 18h30.
Dr. Freitas, esq. c/ Almirante Barroso. Fone: (91) 276-8196.
Teatro Maria Sylvia Nunes - O teatro possui
capacidade para 400 lugares, palco com 200 metros quadrados,
dois camarins e uma cabine de comando de som e luz.
Nas paredes, o revestimento foi todo feito em lambril
de pau amarelo, madeira nobre da Amazônia. No
teto, foram preservadas a estrutura metálica
do antigo cais do porto. Simples, porém moderno,
o Teatro Maria Sylvia Nunes traz uma novidade: as poltronas
especiais adaptadas para obesos. As portas de entrada
do lugar também foram criadas especialmente para
facilitar o acesso dos deficientes físicos. Além
de abrigar espetáculos artísticos, o teatro
funcionará como auditório para convenções.
O nome do teatro também foi cuidadosamente escolhido.
Maria Sylvia Nunes é uma das maires personalidades
do teatro paraense. Na década de 60, ela, junto
com o marido, o escritor Benedito Nunes, fundou a atual
Escola de Teatro e Dança da Universidade Federal
do Pará.Maria Sylvia Nunes iniciou suas atividades
em 1946. Em 1957, fundou o Grupo Norte Teatro Escola,
com o qual montou obras de João Cabral de Melo
Neto, Tchekov, Sófoles, Ionesco, Ibsen, Sartre,
entre outros. Premiada no Brasil e no exterior, Maria
Sylvia também foi, durante anos, titular da cadeira
"História do Espetáculo", no
curso de Formação de Ator da Escola de
Teatro do extinto Serviço de Teatro da UFPA.
Já aposentada da universidade, em 1990, a professora
fez um ensaio da leitura dramática de "Morte
e Vida Severina" para os alunos da classe de Português,
regida pelo professor Rodolfo Franconi, do Departament
os Spanish and Portuiguese, da Universidade de Vanderbilt,
em Nashville, Tenessee.
Local: Estação das Docas (Boulevard Castilho
França), no Boulevard das Feiras (Galpão
nº 3). Funcionamento: diariamente, a partir das
10 horas da manhã.
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