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UFAM oferece mestrado em ciências florestais e
ambientais
Fonte: Ibama
A Faculdade de Ciências Agrárias da UFAM -
Universidade Federal do Amazonas, criou o curso de
pós-graduação em Ciências Florestais e Ambientais,
com duração de dois anos e quinze vagas, para a
formação de profissionais em nível de mestrado
para o ensino e a pesquisa na respectiva área. O
curso se concentrará no manejo, em tecnologias
sustentáveis dos recursos florestais tropicais, e
na gestão ambiental de áreas protegidas. A seleção
será de 15 a 17 de janeiro/2003, os resultados
serão divulgados até o dia 15/01/03, e as
matrículas serão realizadas de 18 a 22 de
fevereiro/03.
A proposta é permitir aos estudantes maior
conhecimento e aproveitamento do potencial
florestal e ambiental da Amazônia; consolidar as
linhas de pesquisas em andamento no departamento
de Ciências Florestais da UFAM; formar
profissionais qualificados para a área florestal e
ambiental; contribuir para o desenvolvimento
sustentável da região Amazônica através das
ciência e tecnologia voltadas para a utilização
correta dos recursos florestais e ambientais.
As linhas de pesquisas se concentrarão na
silvicultura de florestas tropicais nativas;
manejo, modelagem e simulação em florestas
tropicais; tecnologia e utilização de produtos
florestais; proteção florestal; gestão de espaços
naturais; e, sistemas de informações geográficas e
sensoriamento remoto aplicado às ciências
florestais e ambientais. Dos candidatos ao título
de "Magister Scientiae" exige-se no mínimo vinte e
quatro créditos, estágio docente, e dissertação de
mestrado sobre a pesquisa do curso.
Um dos professores será o pesquisador do
Laboratório de Produtos Florestais do Ibama,
Waldir Ferreira Quirino - com PhD na França em
"Valorização Energética dos Resíduos". Ele
ensinará como agregar valor ao lixo vegetal,
principalmente o pó de serragem, para produzir
energia limpa proveniente da biomassa. Waldir
Quirino garante que trinta quilos de briquetes de
lixo madeireiro compactados - sistema que
desenvolveu no LPF/Ibama, seriam suficientes para
iluminar uma residência que consome 100 kWh/mês
com energia limpa de baixo impacto ambiental a um
custo infinitamente menor que a produzida pelas
fontes hidráulicas convencionais.
Apenas setenta por cento do pó de serragem
produzidos no país iluminariam as quarenta milhões
de residências brasileiras dotadas de energia
elétrica, afirma o pesquisador, cujos briquetes
deverão ser exportados para vários países da
Europa interessados em substituir energia nuclear
por uma alternativa barata, armazenável e limpa
proveniente da biomassa vegetal.
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