Dança
trazida ao Brasil pelos negros africanos. De tão
sensual, o Lundu acabou sendo proibido pela Corte Portuguesa
durante o período colonial brasileiro. No século
XIX, o Vaticano também a proibiu de ser praticada
em público. Mas, como qualquer manifestação
da cultura popular, não deixou de ser dançado
mesmo às escondidas.
O
Lundu é a representação bailada
do assédio dos homens sobre as mulheres e a recusa
inicial destas para atiçar o companheiro
durante a conquista sexual. Na maior parte da dança,
as damas esnobam e judiam dos parceiros
que, sempre dançando agachados, abaixo do olhar
delas, buscam chamar a atenção e envolvê-las
de forma extremamente interessada e sedutora. Só
ao final da dança é que o encontro sexual
acontece simbolicamente. Esse momento é representado
por um rápido gesto dos homens jogando o corpo
por sobre as respectivas parceiras. Depois disso, os
casais saem do salão com os corpos muito próximos
e olhando nos olhos uns dos outros enquanto dão
voltas entre si.
Para
o acompanhamento musical do lundu marajoara são
usados instrumentos como Rabeca (violino), clarinete,
reco-reco, ganzá, maracás, banjo e cavaquinho.
Quanto à vestimenta dos casais de dançarinos,
as mulheres vestem-se com saias longas, largas e muito
coloridas. O busto é coberto com mini-blusas
de rendado branco e a barriga geralmente fica à
mostra. Os acessórios também são
muitos e coloridos: colares de contas de todos os tamanhos
são usados, além de pulseiras, brincos
e flores adornando os cabelos sempre soltos, de preferência
compridos. Os homens apresentam-se de calças
largas, brancas, geralmente de bainhas enroladas. As
camisetas são brancas, muitas vezes com desenhos
marajoaras. Mas há também grupos em que
os homens apresentam-se sem camiseta. Tanto homens como
mulheres dançam descalços.
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