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Como o próprio nome sugere, a Pretinha D’Angola
é uma dança de origem africana, sendo
trazida pelos escravos nascidos em Angola, que se instalaram
nas margens do Rio Tapajós, principalmente em
Santarém (PA).
Até
o inicio do século, essa manifestação
foi extremamente praticada. As escravas africanas e
suas descendentes reuniam-se na praça matriz
de Santarém, em frente à igreja, para
mostrar sua animação. No entanto, depois
da abolição da escravatura, esse hábito
de dançar, em praça pública, a
frenética coreografia que vinha de Angola foi
deixando de ser tão frequente.
A
Pretinha D’Angola é dançada formando
um círculo, em pares. Apenas mulheres participam
dessa manifestação folclórica.
Os movimentos seguem a orientação dos
versos que vão sendo cantados pelos músicos
durante a coreografia. Entre os temas cantados estão
os trabalhos realizados pelos negros na senzala. Mas
um dos temas mais ressaltados são as mágoas
daquele período da história do Brasil,
com humilhações e açoites aos negros
que só eram esquecidos, momentaneamente, durante
as festas populares que eles promoviam quando estavam
reunidos longe dos olhos de seus senhores, nos raros
momentos de descanso.
Durante
a execução da Pretinha D’Angola,
as dançarinas se organizam em pares e vão
trocando de lugar, posicionando-se de frente uma para
a outra, dando voltas para ambos os lados, sempre agitando
suas saias rodadas. É usado um conjunto de saia
e blusa brancos, com muitos adornos nos braços
e pernas: pulseiras com contas coloridas e tornozeleiras.
As cabeças são adornadas com arranjos
de flores bem coloridos e chamativos. O acompanhamento
musical é feito com instrumentos de pau, de corda
e de sopro como: Curimbós, maracás, ganzáz,
banjos, cacetes e flautas.
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