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Olhada
em suas características atuais o Xote Bragantino,
manifestação folclórica freqüente
na região Nordeste do Pará, trás
pouco de sua raiz européia. Por incrível
que pareça ao caboclo amazônico, a dança
foi originada do Schotinch, uma das mais famosas danças
do folclore da Escócia, muito praticada em toda
a Europa, em meados do século XIX.
Foram
os colonizadores europeus, em especial os portugueses,
portanto, que trouxeram a dança que originou
o Xote Bragantino para o Brasil. A dança era
praticada por membros das famílias dos senhores
dos engenhos, mas sem a participação dos
negros escravos, pelo menos de início. Até
que em 1798 os escravos fundaram, no município
de Bragança, a Irmandade de São Benedito,
com a famosa Marujada. Nesse momento, o Xote recebe
uma releitura dos escravos, que a introduzem na cultura
do povo Bragantino. Até hoje, o Xote é
muito freqüente em Bragança e cercanias
durante as apresentações públicas
da Marujada, festa que acontece anualmente no mês
de dezembro.
Pouca
coisa sobrou dos passos originais trazidos pelos europeus.
O ritmo é bem marcado pelos passos que se resumem
em voltas para um lado e outro do corpo dos dançarinos.
O Xote, como a maioria das danças da região,
é dançado em pares. O acompanhamento musical
é constituído basicamente pelos mesmos
instrumentos das demais danças folclóricas
paraenses, sendo que tem o acréscimo da rabeca,
instrumento semelhante ao violino.
As
mulheres usam vestido franzido na cintura com saias
muito rodadas, que podem ser até os joelhos ou
até os tornozelos. Um laço serve de adorno
para as costas das damas. À cabeça vão
flores, fitas e outros enfeites, tudo muito colorido.
Já os homens, usam calças compridas e
camisas de mangas compridas de tecidos estampado. Às
vezes se usa chapéus de palha.
O
município de Bragança fica a 210 quilômetros
de Belém e é conhecido também como
"a pérola do Caeté", rio que
banha suas margens. É uma das cidades mais antigas
do Pará com cerca de 380 anos de fundação.
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