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dia, o menino brincando acabou se afastando dos outros
índios. Encontrou uma árvore e tentou colher
uma fruta. Jurupari se aproveitou e, na forma de uma cobra,
deu o bote sobre a criança, matando-o. |
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Entre os Índios Maués nasceu um menino muito bonito,
de bom coração e de inteligência fabulosa.
Como era muito esperto e alegre todos na tribo o admiravam.
Jurupari, o espírito do mal, ficou com inveja da criança
e passou a espreitar para acabar com sua vida. A tarefa não
era das mais fáceis, já que os outros índios
sempre estavam à sua volta, principalmente os mais velhos
que se sentiam na obrigação de protegê-lo.
Mas Jurupari não sossegaria até fazer o mal ao
pequeno.
Num dia, o menino brincando acabou se afastando dos outros índios.
Encontrou uma árvore e tentou colher uma fruta. Jurupari
se aproveitou e, na forma de uma cobra, deu o bote sobre a criança,
matando-o.
A noite chegou e deram por falta da criança. Começou
a procura por toda a tribo. Até que o encontraram morto
aos pés da árvore. A notícia logo se espalhou
com a tristeza geral na tribo.
Todos lastimavam a inusitada morte da criança mais amada
de toda a tribo dos Maués. Chorou-se por várias
luas ao lado do corpo inerte.
Num dado momento durante o funeral, um raio caiu justamente
ao lado do garoto morto. "Tupã também chora
conosco", disse a mãe da criança, "vamos
plantar os olhos de meu filho para que deles possa nascer uma
planta que nos trará tanta felicidade quanto o menino
em vida nos trouxe". E assim fizeram!
Foi assim que dos olhos do pequeno índio nasceu o guaraná,
fruta viva e forte como a felicidade que o pequeno indiozinho
dava aos seus irmãos.
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